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“ Tragédias e perdas são sempre dolorosas. Mais um dia, você poderá olhar para o céu e aceitar que a morte e natural, e não se pode evitar.”
Senti um formigamento no meu corpo inteiro. Sabe quando o seu pé dorme, e fica formigando e dói quando você mexe?
Era essa mesma sensação que eu estava sentindo, mais no meu caso, era no corpo inteiro.
Escutei passos ao longe. Tentei me lembrar de tudo que tinha acontecido. Mas minha cabeça doía pelos esforços, então resolvi não tentar lembrar.
_Ela vai ficar bem? – escutei uma voz familiar vindo de muito perto de mim. Aquela voz me fazia sentir um sentimento muito estranho. Era uma tristeza enorme.
A tristeza fazia o meu coração doer. Era como se ele estivesse sendo espremido.
_ Vai sim. Ela teve lesões, mais não foram tão graves assim. – escutei uma voz masculina responder.
Essa voz não era familiar. Ela era totalmente desconhecida.
Tentei abrir os meus olhos, mais a dor agoniaste não me deixou. Gemi alto.
_Bella, você não pode fazer esforços. – sussurrou a voz familiar, feminina.
Aquela voz me deu um pouco mais de forças para abrir os olhos. Quando eu finalmente abri os olhos, eles começaram a arderem.
Coloquei a minha mão sobre os olhos, para protegê-los da luz. Depois de alguns minutos, depois que meus olhos já estavam completamente acostumados com a claridade, eu pude ver normalmente.
Eu estava em um quarto muito claro. As paredes eram azuis bem clarinho. O teto era branco totalmente.
Tinha uma cruz na parede a minha frente. Finalmente me dei conta de onde eu estava.
Era um quarto de hospital bem grande. Tinha uma TV media na parede e alguns aparelhos de hospital do lado da cama onde eu estava deitada.
Olhei para os lados, e foi ai que eu consegui ver os donos das vozes.
Tinha um homem muito bonito em pé. Os seus traços eram leves, e ele sorriu docemente para mim. Os seus cabelos eram loiros, surtos.
Ele usava um jaleco todo branco, o que era mais que comum para médicos. Ele tinha uma prancheta na mão direita e uma caneta na esquerda.
Ele olhava para mim e depois olhava para a prancheta em sua mão, e começava a escrever, rapidamente.
_ Você está bem, querida? – perguntou uma voz fina e feminina, me fazendo olhar a mulher.
Ela estava sentada em um sofá que tinha no canto do quarto. O sofá era branco e muito pequeno, dava para ver que a mulher estava muito desconfortável.
Ela já tinha certa idade, dava para ver isso em seus cabelos totalmente brancos, longos.
Os seus olhos era bem verdinhos e o seu rosto era bem doce.
De tanto pensar, de tanto tentar lembrar, quem era aquela mulher que sorria docemente para mim. Finalmente consegui me lembrar.
Maria era praticamente a minha mãe, ela me criou como se fosse a sua filha. Ela era mãe da minha melhor amiga, Jane.
_Onde está Jane? –perguntei olhando em volta, a procura da minha irmã de coração.
_Ela não está aqui, ainda. – sussurrou Maria se levantando. Ela andou na minha direção e se aproximou de mim. Os seus olhos estavam tristes e ela tinha olheiras enormes. Ela passou sua mão docemente em meu rosto, e depois sorriu. _ Mais ela já está chegando. Ela me ligou e disse que já estava no avião.
_ Estou morrendo de saudades daquela loirinha. – sussurrei sorrindo.
Eu estava morrendo de saudades daquela loirinha mesmo. Ela era como se fosse a minha irmã, e eu não podia viver sem ela.
Escutei um barulho na porta. Um barulho oco e muito forte. Olhei rapidamente e quando os meus olhos viram aquela figura pequena, não pude deixar de chorar de alegria.
Jane estava com a cabeça dentro do quarto, o resto do pequeno corpo não podia se ver, por causa da porta que estava tampando.
Os seus cabelos loiros estavam caindo levemente sobre o seu rosto pequeno e branco.
_Será que eu posso entrar? – disse ela sorrindo alegremente. Ela não deu realmente um tempo para eu poder responder ou para eu poder encontrar a minha voz. Ela já foi entrando rapidamente, vindo na minha direção. _ Quantas saudades eu senti de você, amiga! – ela praticamente gritou e depois ela me abraçou com força. Quase me tirando o ar, mais eu não me importava.
Naquele momento eu era a pessoa mais feliz do mundo. Minha pequena Jane estava ao meu lado, e nada mais importava.
Mais esse pensamento quase morreu, quando eu lembrei o motivo real de estar em um hospital. O rosto pálido da minha mãe invadiu a minha mente.
Agora eu estava completamente apavorada, não consegui encontrar a minha voz. Jane percebeu a minha paralisação e se afastou de mim e colocou os seus olhos verdes nos meus. Ela estava realmente muito preocupada com a minha reação, pude ver isso em seus olhos.
As lágrimas desceram pelos meus olhos, sem eu ao menos perceber. Um sentimento estranho me tomou completamente.
Um sentimento que me tirava totalmente o ar. Tentei respirar profundamente, mais parecia que meus pulmões estavam completamente fechados.
Um barulho irritante ecoou nos meus ouvidos. Olhei para a direção de onde vinha o barulho irritante. Era um aparelho que estava bem em cima da minha cabeça.
Olhei novamente para a Jane, agora ela estava completamente apavorada. Parecia que ela também estava tento um ataque de nervos.
_ Onde está a minha mãe? – consegui perguntar, depois de alguns minutos.
Os olhos verdes de Jane se encheram de lágrimas, e pude ver que ela estava mais apavorada do que antes.
O silêncio tomou o quarto completamente, ninguém dizia nada, as pessoas que estavam comigo apenas me olhavam com os olhos cheios de pena.
Agora a dor em meu peito estava bem mais forte. Eu estava apavorada.
_ Onde ela está? – perguntei sofre saltada. Minha voz ficou completamente rouca, por causa do bolo que se formou na minha garganta. _ Onde esta está? – gritei.
Mais eles não diziam nada, eles apenas me olhavam.
_ Querida... – Maria sussurrou se aproximando mais de mim.
Eu não precisava perguntar mais nada. As respostas já estavam na minha cabeça.
Eu não tinha visto ninguém tirar a minha mãe do carro, e depois, o carro foi tomado pelas chamas altas.
O desespero me tomou completamente. Eu não queria aceitar. Eu nunca tinha tido a minha mãe verdadeiramente, mais aquilo doía mais que tudo no mundo.
Minha mãe estava... Estava morta.
Agora eu chorava e gritava. Debatendo-me na cama. Não liguei para a dor aguda que atingia o meu braço.
Eu tinha me debatido com tanta força que tinha saído à agulha da minha mão. Começou a jorrar sangue da minha mão, manchando a tala e o curativo.
Não me importava mais nada, eu tinha perdido a minha mãe, antes mesmo de ter-la. Isso era a pior coisa do mundo.
_ Amiga... – sussurrou Jane colocando a mão em meu ombro esquerdo. Não me importava mais nada, nem a minha amiga-irmã me faria sentir-me melhor. A dor era muito mais forte que a minha amizade, que o meu amor por Jane.
Os olhos de Jane choravam por mim, e isso também me doía muito. As lágrimas saiam ferozmente pelos seus olhos, e depois escoriam livremente pelo seu frágil rosto, sem freio.
Dias depois...
Eu não queria estar ali. Estar em um lugar que me causava ainda mais dor. Mais eu também não podia deixar de me despedir de meus pais.
Fiquei sabendo depois de alguns dias que meu pai também tinha morrido. Nunca me dei bem com ele, mais mesmo assim, ainda o amava.
Eu tinha perdido tudo, mesmo nunca tendo realmente, e isso nunca me faria viver em paz novamente, isso não me faria voltar a ser a mesma Bella de antes. A Bella que sempre viveu a vida com intensidade e paixões.
A minha ferida nunca se fecharia, não realmente. Apesar de ter os meus amigos ao meu lado em todas as horas, a dor ainda era muito forte e isso nunca mudaria.
Olhei para o local onde eu me encontrava. Era um lugar onde eu nunca tinha vindo na vida e nunca esperei estar.
Um lugar onde só existia tristeza e dor, onde pessoas choravam pelos seus entes que partiram.
O dia estava bem ensolarado, apesar de estar dentro de mim completamente diferente. Entro de mim estava um temporal total. Onde a chuva constante nunca passaria, ela apenas melhoraria com o tempo, mais passar mesmo, isso não aconteceria.
O sol fazia os meus olhos arderem e a minha cabeça latejar. Se eu estivesse em outra situação, até gostaria do calor constante.
Olhei para o cemitério a minha frente. Eu realmente odiava estar ali, mais eu não podia deixar os meus pais irem, sem eu ao menos, me despedir.
_ Vamos, querida? – perguntou Maria, colocando sua mão docemente em meu ombro. Dando-me forças para continuar andando. _ Já vai começar. – continuou ela.
Assenti com a cabeça lentamente, e continuei andando pelo local. Quando eu cheguei onde os meus pais seriam interados o meu coração doeu mais, se isso realmente era possível. Sim era possível.
Não tinha muitas pessoas em volta dos dois caixões. Meus pais nunca tiveram amigos de verdades. Ali tinha apenas pessoas que se importava comigo.
Maria, Jane e alguns outros amigos.
O padre começou a falar e eu deixei a minha mente vagar, sem destino.
Não prestei atenção realmente nas palavras que saia da boca do homem a minha frente.
Terminou depois de alguns minutos, e tudo ficou completamente silencioso.
Quando eu vi os caixões sendo colocados em baixo na terra, eu quis ir com eles, eu queria estar com os meus pais, pela primeira.
Mais eu não podia fazer isso, apesar de querer muito, muito mesmo. As lágrimas saíram de meus olhos, escorrendo sobre o meu rosto pálido.
Eu me deixei levar pela tristeza profunda, e não pensei em mais nada. Apenas ordenei ao meu corpo que ele se movimentasse.
_Querida, precisamos conversar com você. – disse Maria quando entramos no carro.
Olhei para ela, eu não queria falar, mas, eu realmente precisava. Assenti com a cabeça e esperei a minha doce Maria começar.
_ Um tutor está vindo de Chicago para cuidar de você. – disse Jane me olhando com intensidade.
_O que? – gritei ainda chocada pelas palavras da minha melhor amiga.
_Eu sei, eu sei. – sussurrou Jane, tentando me acalmar. Ela passou os meus pequenos braços a minha volta, e sussurrou no meu ouvido: _Não pode ser tão ruim. Se ele for bondoso vai me deixar ficar com você e não vai te legar para Chicago.
Imaginei o velho asqueroso que iria cuidar de mim. Ele deveria ser realmente velho para cuidar de mim, para ter ganhado a confiança dos meus pais e os fazer colocarem o nome dele no testamente.
Realmente a minha vida ficava cada vez pior com o tempo. Agora eu tinha que aturar um homem que eu nunca tinha visto na minha vida, e tinha que obedecê-lo.
Versão: Tudor desconhecido.
E não sabia mais o que fazer. Quando a minha vida estava finalmente se ajeitando, aparece uma bomba bem em minha frente e que estava prestes a explodir, ou melhor, já estava.
Eu não queria cuidar de uma menina mimada. Bem, eu realmente não sabia se ela era de verdade, mais era isso que eu tinha escutado da boca de Charlie Swan. Sei que ele não era o melhor homem do mundo, mais para mim ele tinha sido muito bondoso. Pagou a minha faculdade e pagava as minhas contas, eu realmente nunca gostei disso. Depender dos outros era a pior coisa para mim, mais ele insistia tanto, que resolvi não discutir.
Eu realmente não gostava dessa situação toda, mais eu devia muito ao bondoso Senhor Swan, eu tinha que pagar essa divida, não importava como.
Ele sempre estava presente na minha infância e sempre me deu carinho e amor, diferente do tratamento que ele dava para a sua única filha. Na verdade, eu até tinha pena dela. Sempre ficava sozinha e não tinha ninguém para conversar.
Mais eu não tinha culpa. Tinha?
Às vezes me culpo por ela não ter recebido o amor que era o seu direito, e esse amor foi dado a mim. Não sei por que e nem razão, apenas me sinto culpado.
Continuei andando pelas ruas úmidas de Chicago. Estava realmente chovendo bastante, mais eu não me importei de estar sendo molhado. Sempre gostei disso, sempre me molhava nos verões.
Charlie estava se separando de sua esposa, bom, era isso que ele queria antes de morrer. Mais eu não gostava disso.
O motivo?
Eu te conto. Ele estava se separando para se casar com a minha mãe. Eles sempre tiveram um caso, e isso eu não aceitava. Minha mãe estava completamente arasada, ela sempre amou Charlie.
Renée não era uma mulher ruim. Mais só pensava no marido e, no fim, iria acabar sozinha. Ela sempre desconfiou da relação que Charlie e eu tinhamos. E para fazer a verdade, eu também.
Ele ajia como se eu posse o seu filho e não Isabella. E Renée odiava isso, era por isso que não convivia com a filha. Ela odiava a filhar por que Charlie duvidava se a menina era realmente sua filha, mais eu tinha certeza que era. Isabella era muito parecia com o pai, mais parecia que ele não via isso.
Entrei no grande predio prata a minha frente. Sub as escadas e abri a porta do meu pequeno apartamente.
O mais dificil era deixar a minha noiva, Tanya. Ela não entendia que eu tinha que fazer isso.
Na verdade, eu estava com ela só por estar. Nunca me apaixonei verdadeiramente, e parecia que isso nunca aconteceria.
Entrei no pequeno apartademento de cores bem clara, e olhei ao redor. Não tinha nem sinal da minha loirinha.
Eu iria viajar daqui a alguns dias para Phoenix e teria que cudar de Isabella Swan.
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